Poesia e a descoberta do mundo

Sempre vejo por aí comentários sobre a Literatura dizendo, às vezes, que ela é uma fuga e um alívio para a realidade dura (de merda rs) que enfrentamos nos nossos dias sobre Terra…

Acho essas frases feitas interessantes e ambíguas porque, para mim, apesar de a leitura ser uma espécie de casulo em que você parece se distanciar da realidade, ao mesmo tempo foi uma das coisas que me ajudaram a entender melhor o mundo, a sociedade e as pessoas, as relações humanas enfim.

E o meu caminho pela leitura, pela Literatura Poesia e a descoberta do mundo, começou pela poesia e não pela prosa, como é o mais comum. E o livro que me despertou para o mundo [o real rs] e para o mundo das Letras foi o A Rosa do Povo, do Carlos Drummond de Andrade, este, até hoje, um dos meus autores mais queridos; quando fico muito tempo sem ler algo dele, e retomo a leitura de um velho poema conhecido, sinto como se estivesse reencontrando um velho amigo, pois conheço aquele jeito de falar, de se expressar, aquelas ideias e aquele sentimento de que ele te entende e você o entende, como se fôssemos cúmplices nessa vida besta rs.

DSC00993 Poesia e a descoberta do mundo

Minha edição de A Rosa do Povo.

A Rosa do Povo é um livro de poemas que eu acho fantástico! [Essa provavelmente é a voz da fã falando, mas o livro é bom mesmo! icon smile Poesia e a descoberta do mundo ] Alguns poemas têm um clima pesado, outros um tom desiludido… Muitos estudiosos dizem que é o retrato de como as pessoas estavam se sentindo num mundo que viu e estava vendo ainda os acontecimentos da 2ª Guerra Mundial Poesia e a descoberta do mundo. Foi a leitura desse livro de poemas, por exemplo, que me fez ficar curiosa e me interessar por História, para saber o que tinha acontecido, o que era essa Guerra e por que as pessoas estavam tão sorumbáticas no mundo…

[P.S.: Li esse livro no começo da adolescência, lá pelos 12 ou 13 anos, e a escola que eu frequentava não era lá essas coisas em questão de ensino...]

E foi assim, com um livro de poemas me levando a um de História, que me levou a um de Filosofia, que me levava a um de crônicas e contos, que me remetia a um outro de prosa, que eu fui conhecendo mais do mundo em que vivo e mais das pessoas com quem vivo. Para mim, a leitura pode até ter servido de fuga da realidade em alguns momentos, mas foi a maior responsável por abrir as cortinas e mostrar o mundo como o vejo hoje.

Quem se interessar pelos poemas e prosas do Drummond, tem esse site muito legal do Memória Viva e vários outros pela Internet a fora rs. Você também pode procurar livros dele nas bibliotecas públicas [foi onde onde encontrei e li quase todos os livros dele], enfim, para um leitor curioso e apaixonado pelas letras e pelo mundo-livro oportunidades de lê-los é o que não falta.

Boas leituras e boa semana!

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O bullying e o aprendizado

Essa é especial para os meninos: que me perdoe a patrulha do politicamente incorreto, mas a trollagem é uma das melhores coisas da vida.

Em tempos de discussões tão acirradas sobre o bullying, eu vejo que nesse processo de criarmos uma consciência tão excessivamente cuidadosa com a formação da autoestima dessa juventude, algumas coisas importantes são perdidas no caminho. Hoje em dia não consigo esconder um sorriso cada vez que ando pela faculdade e vejo um garoto dando um pescotapa no amigo. Significa que certas tradições ainda se mantêm. Acreditem ou não, meninas, isso nos faz muito bem.

Fui adolescente nos anos 1990, numa época em que bullying era uma expressão que nem existia. A expressão, mas não o ato. O bullying era comum e não há como negar: em muitos casos, era puro sadismo social.


O que confunde muita gente é quem nem toda “zoeira” era bullying, nem toda trollagem tinha a intenção de humilhar. Muitas vezes, era justamente o contrário. Se pegassem uma máquina do tempo e voltassem ao verão de 1994, veriam que eu e os distintos cavalheiros que são hoje meus padrinhos de casamento, amigos de longa data e pessoas do meu mais íntimo convívio social, vivíamos nos batendo. Ninguém vinha à escola de calça de moletom e ficava impune – sempre tinha alguém para baixar suas calças em locais públicos; ninguém soltava piada sem graça sem tomar um monte de tapas na cabeça; ninguém arrotava alto e esquecia de encostar o polegar na testa; amarrar o tênis perto dos amigos era sempre uma tortura, porque não paravam um minuto de te desequilibrar. Tinha o “passar a jaca”, o tapa com a ponta dos dedos no saco, o dedo molhado no ouvido, a pasta de dente na cara durante os cochilos, o puxão de orelha nos aniversários… Certos dias, nossa rotina parecia um episódio dos três patetas, só que com muito mais patetas.

A zoeira, de modo geral, é um jogo. Você zoa seu amigo, ele te zoa. Quem zoa mais, ganha. Quem fica sem resposta, perde. Simples assim. É verdade que, como tudo que é competição na vida, é fácil se deixar levar pela vontade de vencer e começar a quebrar regras. E isso inevitavelmente acontecia. Em muitos momentos a trollagem perdia os limites e alguém ficava bastante ofendido, e com razão.

A questão é que isso nunca foi privilégio das brincadeiras de mau gosto entre adolescentes. Conviver é assumir o risco de magoar as pessoas que a gente ama, algumas vezes intencionalmente, mas muitas vezes sem querer. Atire a primeira pedra quem nunca magoou os pais ou avós ou cônjuges com algo que disse e depois se arrependeu. Acontece. É um ajuste natural que faz parte do processo de convivência. Demorei anos para entender isso, mas é um fato da vida: infelizmente não se pode aproximar-se de verdade de um ser humano sem assumir esses riscos.

Foi com meus amigos que percebi que esse é um risco que vale a pena correr. Quando se supera essa fase das ofensas, quando se aprende a perdoar (e evitar, quando necessário) o mau dito, as amizades se consolidam de verdade. Você deixa de apenas rir dos seus amigos e com seus amigos, e aprende a rir de si mesmo. E quando a gente aprende a rir de si mesmo, é sinal que a autoestima está em alta. E com autoestima saudável tudo fica melhor. Até as piadas.

Vem também a confiança. Os xingamentos se abstraem e perdem o seu sentido pejorativo original: você chama o seu amigo negro de negão e ele sabe que não é racismo, ele te chama de corno e você sabe que ele não acha sua mulher infiel, vocês dois chamam aquele seu amigo homossexual de bichona e ele sabe que vocês não estão destilando homofobia; e chamam o outro amigo heterossexual de viadinho, e ele sabe que não estão desconfiando de sua opção sexual. Todos os significados e contextos ofensivos estigmatizados milenarmente nos mais escabrosos palavrões são convertidos simplesmente em um “Seu troll do caralho!” ou então um “Seu bundão, que disse que ia encontrar a gente na balada e não foi!”. Você não se ofende mais porque sabe, no âmago mais profundo da sua alma, que seu amigo jamais teria a intenção de te ofender: vocês viveram juntos, cresceram juntos, apoiaram uns aos outros nos momentos mais difíceis de suas vidas. Enfim, são pessoas que conquistaram a duras penas o direito de se chamarem de filho da puta de vez em quando.

Quando se chega nessa fase, descobre-se que todas as histórias lendárias de amizade verdadeiras, a lealdade dos mosqueteiros, a união dos cavaleiros da Távola Redonda, não são de todo ficção. Pelo menos em termos de relações, aquilo tudo é possível. Basta saber o exato momento de deixar o mimimi de lado e começar a rir quando tomar um pescotapa daquele seu colega.

 

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Guillaume Grand – L’amour est laid

Como hoje é sexta-feira, resolvi postar uma música que toda vez que ouço me dá vontade de dançar:

Descobri essa música “flanando” no Youtube Guillaume Grand   Lamour est laid. Não sei muita coisa desse cantor… Pra falar a verdade, só sei que ele é francês, que é cantor e compositor e que gosto das músicas dele icon smile Guillaume Grand   Lamour est laid

Ah, o videoclipe que a mulher do clipe de L’amour est laid vê na TV é o primeiro que vi dele:

Se quiserem mais detalhes sobre o Guillaume Grand Guillaume Grand   Lamour est laid podem acessar o site dele ou a sua página no Facebook.

Bom, espero que gostem das músicas ou que pelo menos saiam mais animados p’ras baladas de sexta à noite icon wink Guillaume Grand   Lamour est laid

 

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Faroeste em quadrinhos em vídeo – Férias do NerdOffice

Vocês já devem ter percebido pelo post anterior que eu gosto de faroeste e que qualquer história nesse formato me chama a atenção. E uma coisa que vocês devem supor é que eu gosto de podcast, muitas vezes ouço, algumas me atrevo a participar de algum, mas eu confesso que não ouço com frequência o podcast (dito) mais famoso do Brasil, pois eu acho mais divertido o videocast, vamos dizer assim, dos caras, o NerdOffice.

Nessas férias de verão, os caras do Jovem Nerd Faroeste em quadrinhos em vídeo – Férias do NerdOffice também resolveram tirar férias do NerdOffice Faroeste em quadrinhos em vídeo – Férias do NerdOffice, mas deixaram uns vídeos de “consolação” para a galera que acompanha e que eu, particularmente, adorei!

Como vocês já sabem, eu adoro faroeste, então eu estou gostando bastante de acompanhar a história d’O bom, o mau e o nerd! rs

Eles obviamente tiraram inspiração do filme Três homens em conflito – o título original é Il Buono, il brutto, il cattivo e a versão em inglês é The good, the bad and the ugly.

Para quem tiver curiosidade, o filme está disponível no YouTube Faroeste em quadrinhos em vídeo – Férias do NerdOffice:

E aproveitem bem as férias, antes que elas acabem!

 

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Clube dos Autores – Livros com descontos!

O Clube dos Autores é um site em que você pode publicar o seu livro de forma gratuita, quer dizer, os livros ficam disponíveis no catálogo do site e são impressos conforme há demanda. É uma boa forma de você realizar o sonho de ver seu livro impresso e sem grandes custos!

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Nós aqui do Cachorro Solitário temos dois autores com livros publicados por lá: O Darci Men, com o seu recém-lançado O Mistério da Kanata; e o Diogo C. Scooby com os seus O Lado Escuro e Mí Casa, Sú Casa.

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Aproveite e faça uma visita ao site (https://clubedeautores.com.br/) quem sabe você descobre autores, livros e histórias fantásticas que poucos conhecem, ou mesmo se anima a publicar o seu primeiro livro! icon wink Clube dos Autores – Livros com descontos!

Boa leitura e boas compras! rs

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