Dia Nacional do Livro Didático

Definição de Didático adj. 1 destinado a instruir <livro d.> 2 que facilita a aprendizagem <recursos d.> [Minidicionário Houaiss da língua portuguesa (2001)]

O livro didático seria então aquele livro que ajuda e serve também como ferramenta em nossa aprendizagem.

Livro didático – 4ª série

[Às vezes, nós temos impressão de que livros didáticos são aqueles “chatos” com um monte de teorias e regras abstratas que temos que aprender pra “passar na prova”. Mas não é bem assim. Este livro aqui, por exemplo, eu usei na 4ª série e até hoje o conservo comigo, pois nele há muitas dicas realmente úteis que ajudam na elaboração de textos diversos.]

livro paradidático pode ser um livro “comum”, mas que é utilizado no ensino juntamente com o didático para enfatizar ou abordar alguns temas de forma mais lúdica e/ou mais prática.

Um exemplo de livro paradidático é O caçador de palavras, livro do qual já falei neste post.

Curiosidades/Politicagens:

Proposta proíbe produção de livros didáticos no exterior 

Em 2007, explodiu uma guerra em torno dos livros didáticos… 

[Eu tenho o livro citado na matéria, o Nova História Crítica, do Mario Schmidt, e, particularmente, acho que é um excelente livro de História apenas por permitir que os alunos/leitores vejam uma outra faceta dos fatos que são sempre “mastigados e impostos” pela história oficial.]

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Dia Internacional da Língua Materna

O Dia Internacional da Língua Materna foi instituído pela Unesco como uma forma de representar e manter a luta pela diversidade cultural e linguística de vários povos. A Língua Materna é um dos mais importantes fatores de identidade cultural de um povo, pois é por meio da língua que o indivíduo apre(e)nde o mundo ao seu redor e é por meio dela que expressa o seu mundo.

[Isto me faz lembrar deste texto do Bernardo Soares, heretônimo de Fernando Pessoa, num trecho em que ele diz que “Minha pátria é a língua portuguesa“…]

O dia 21 de fevereiro foi escolhido para homenagear os estudantes mortos em confronto com a polícia no Dia do Movimento da Língua. Em 1952, Bangladesh era uma província do Paquistão, nomeada como Paquistão Oriental, e o governo quis impor o Urdu – língua oficial – ao território bengali. Os estudantes então saíram em protesto contra esta medida, defendendo o direito à vida da sua Língua Materna, o Bengali.

Este vídeo foi feito pelo Grupo da Interculturalidade e da Cidadania e perguntou a pessoas de nacionalidades e línguas diferentes qual a importância da Língua Materna para elas:

Já este outro vídeo é um trecho do documentário Línguas – Vidas em Português (2004), de Victor Lopes, nele há depoimentos de pessoas que têm a Língua Portuguesa como Língua Materna, entre eles estão, por exemplo, Mia Couto, José Saramago e João Ubaldo Ribeiro.

Saramago, num momento em que diz que os leitores deveriam ir mais fundo na Língua, conclui que, assim, “[…] a língua passa a ser algo mais que um mero instrumento da comunicação, transforma-se numa, digamos, numa mina inesgotável de beleza e de valor”.

Neste dia, deixo também com vocês esta música do Caetano Veloso em que ele brinca com a riqueza erudita e popular da nossa língua-mãe:

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O Caçador de Palavras

Aproveitando o Dia do Leitor – que é hoje, 7/1 – vou falar um pouquinho sobre um dos meus livros favoritos da vida!

O livro é O Caçador de Palavras do Walcyr Carrasco. [Sim, é ele mesmo, o cara que (também) escreve novelas]

Eu ganhei esse “livrinho” – que cabe na mão – quando comprei um minidicionário pra eu usar na escola. Eu tinha, mais ou menos, 8 anos de idade e estava na segunda série.

O Caçador de Palavras

Não que meus pais tenham “escolhido” me dar o livro de presente ou que eu o tenha pedido. Na verdade, ele vinha como brinde na compra do Minidicionário Luft, mas, nessa história de colocar os cadernos e livros que não íamos usar mais naquela grade que fica embaixo da carteira, um dia eu acabei esquecendo o dicionário na escola e nunca mais o achei :'(

4ª capa do livro

4ª capa do livro

Aliás, foi assim também que eu perdi O Pequeno Príncipe e o Fernão Capelo Gaivota, que eram do meu pai. Fiquei com medo dele não deixar mais eu pegar os livros da estante pra ler e, depois dessa terceira vez, finalmente parei de colocar os livros embaixo da carteira rs

Mas continuei lendo! :D

Como dá pra perceber – e segundo relatos da minha mãe :p –, eu sou uma leitora voraz desde que aprendi a ler! Eu lia muito e de tudo. Eu era (sou) apaixonada por palavras e quando comecei a ler O Caçador de Palavras me identifiquei na hora, já que o personagem principal, o Júlio, também se apaixona pelas palavras.

Esse é o prefácio do livro e, como vcs podem ver pelas marcas do tempo, o livro já tem uma certa idade... rs Ah, os grifos são meus, mas de uma leitura que fiz depois de adulta – eu sempre releio esse livro!

Esse é o prefácio do livro e, como vocês podem ver pelas marcas do tempo, o livro já tem uma certa idade rs Ah, os grifos são meus, mas de uma leitura que fiz depois de adulta – eu sempre releio esse livro!

No caso do Júlio, ele tem sua paixão despertada depois de passar uma noite inteira preso num cinema, lendo um dicionário – que estava sendo usado como calço e se tornou sua única distração na espera de que o cinema abrisse pela manhã para que ele pudesse sair…

[E, sim, depois de ler isso, eu comecei a ler o dicionário que tinha comprado, mas não passei da letra A…]

Sua paixão é tanta que ele decide fazer com que uma palavra – Ife, que significa “amor” – passe a ser usada pelas pessoas, e é por causa de uma palavra que ele vive situações e conhece pessoas incríveis e diferentes, assim, enquanto Júlio vive por causa de uma palavra, nós, leitores, vivemos pelas palavras as suas aventuras!

Um sonho de amor pelas palavras ;)

Um sonho de amor pelas palavras ;)

E aos leitores, boas leituras!

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Kevin Johansen – La chanson de prévert

Primeiro, ouçam:

Descobri esse cara por acaso, lendo um post do Lady Comics sobre a Eleanor Davis.

Bom, se você foi curioso e leu o post, provavelmente não viu menção nenhuma a esse tal de Kevin Johansen. Mas se você leu o post, viu também que lá no meio a Mariamma Fonseca, autora do texto, cita dois outros posts em que ela fala sobre suas desenhistas preferidas, a Lisk Feng e a Tateé.

Como eu gostei MUITO das ilustrações da Eleanor Davis, fui clicando nos links pra ver se ia gostar das outras autoras também. E é claro que eu gostei!

Bom, no post sobre a Tateé, logo no comecinho, pede-se que o leitor coloque pra tocar essa música, La chanson de prévert, na versão do Kevin Johansen [essa música é famosa na voz de seu compositor, Serge Gainsbourg].

E eu não sei se foi a música em si, essa versão, as ilustrações, o post ou se foi tudo isso junto, mas eu achei essa música/versão linda! E fui clicando nas sugestões do YouTube mesmo, ali do lado direito… Resumindo, passei o dia inteiro ouvindo as músicas do cara e curtindo cada vez mais :)

Ainda estou descobrindo esse artista, mas já tem uma música que virou uma das minhas preferidas:

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Eleições 2014 – Drops

 

Esse Drops é mais uma conversa, um desabafo, sobre minha pesquisa de candidatos a Deputado Estadual e Deputado Federal.

Pois bem, assistindo a alguns pedaços da propaganda eleitoral gratuita, cheguei à conclusão de que se eu quero votar consciente, de verdade, teria que pesquisar mais.

O meu “problema” começou porque eu realmente não queria votar nulo ou em branco ou apenas na legenda de algum partido. Essa última opção até passou pela minha cabeça, porém, votando apenas num partido, por mais que eu compartilhe de suas ideologias, não significa que a pessoa que vai assumir o cargo (com a ajuda dos votos da legenda) seria uma pessoa em que eu votaria… enfim.

Pesquisa

Comecei pesquisando por candidatos que fossem da minha região ou cidade. Pra isso usei o Eleições 2014. Nesse site, foi só isso que consegui fazer: saber a qual partido o(a) candidato(a) é ligado(a), número na eleição, cidade onde nasceu, etc. Ou seja, só informações “cadastrais”.

Mesmo com essas poucas informações, anotei o nome de alguns e os pesquisei no candidatofichalimpa.com [site fora do ar, passadas as eleições], que retira suas informações do site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, por sua vez, tem informações mais completas sobre os candidatos.

Nessa segunda pesquisa risquei alguns nomes da minha lista. Então comecei a pesquisar pelos nomes que sobraram, e aí é que veio a minha decepção maior: pouquíssimos candidatos(as) divulgam suas propostas políticas.

Resultado

Tudo o que os(as) candidatos(as) divulgam são seus nomes e números da urna. . Um ou outro tem página no Facebook – e só com essas mesmas informações de nome e número – e um ou outro [2 dos 18 que sobraram da minha pesquisa] tinha uma página no site do partido onde esclareciam pelo menos os princípios que norteavam a sua atuação política.

                        Conclusão: estou nesse mato sem cachorro.

Não quero votar nos mesmos de sempre, porque não fizeram por merecer que eu repetisse meu voto neles. E os novos não se “mostram”: é quase como se eu tivesse que votar decidindo se “fui ou não com a cara” do(a) candidato(a).

E você, como pretende decidir seu voto?

P.S.: Ouça (ou leia) sobre a “polêmica” do voto nulo nessa edição do podcast Café Brasil.

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