Carícia

O vento agita os galhos de uma árvore qualquer
produzindo uma melodia encantada
que numa espécie de prece cândida
fecha-me os olhos.
O vento então
passa a afagar meu rosto
e neste mimo quase paternal
faz-me adormecer.
Estou sonhando.
*
Nas cinzas brumas de Morpheu
encontro Éolo (meu guia)
varrendo receios da terra onde piso.
Caminho confiante no que sinto
e sem recato algum me ponho a cantar.
Sim!! Estou cantando!!
E passados alguns minutos
vejo-me dançando inebriada.
Estou amando.
*
Chegando ao fim da estrada
desse baile encantado em que me achava
digo adeus a Éolo
(meu par na dança)
triste por ir embora, cansada pela festa
despeço-me com um sorriso sujo de lágrimas.
Assim, num piscar dos meus olhos
enxergo o branco amarelado teto do meu quarto.
Estou acordando.
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Autora e editora do blog Cachorro Solitário e integrante do podcast Cadeia de Eventos. Leitora voraz, a curiosidade é o que a move!

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