The Danish Poet – Curta

Começo o post dizendo que não sei bem o que dizer sobre esse curta…

Digo apenas que ele me tocou de alguma forma e me fez ficar curiosa pra conhecer a obra literária de Sigrid Undset.

Espero que gostem!

Parte 1:

Parte 2:

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Dois Grupos – Uivos Filosóficos

Por Etson Delegá

Depois de muito pensar no mundo, na humanidade, nos problemas do homem moderno (que eu acho que continuam sendo os mesmos problemas de sempre, mas com roupa da moda), acho que cheguei a uma conclusão muito estranha.

A raça humana se divide em dois grupos distintos de comportamento: o grupo dos que pensam e o grupo dos que fazem.

O mundo pertence aos que fazem, mas os que fazem não pensam muito e, quando pensam, pensam porca e apressadamente, porque o negócio deles é fazer e não pensar. Por isso o mundo está na merda em que está.

Os que pensam conhecem bem os problemas e podem até indicar soluções, mas não fazem porra nenhuma, e quando, num esforço titânico, resolvem fazer algo, fazem malfeito, porque o negócio deles é pensar e não fazer. Por isso existe tão vasta literatura social, política, econômica, filosófica e científica apontando a problemática de nossa civilização e propondo um sem-número de soluções, e mesmo assim o mundo continua na merda em que está.

Vejam exemplos.

gregos Dois Grupos   Uivos FilosóficosO que fizeram Aristóteles, Sócrates e Platão com sua sabedoria? Nada. Toda a aplicação prática da filosofia se deve a outrem que não os filósofos. Maquiável não foi um déspota, Luís XV foi. A coisa mais próxima que Marx fez de uma revolução foram algumas brigas de bar; foi Lênin que pôs a mão no sangue, quer dizer, na massa.

Existe intercâmbio entre os que fazem e os que pensam. Geralmente, quem faz simpatiza com determinada ideia e decide realizá-la, e é via de regra essa ideia ser fruto de um dos que pensam. Mas é evidente que existe uma certa falta de diálogo (talvez de entendimento, por melhor dizer) entre os pensadores e os realizadores. É possível que isso seja consequência do desdém que uma categoria costuma sentir pela outra.

De todo modo, o fato é que pensadores e realizadores não falam a mesma língua, e isso é refletido em tudo o que é feito, construído e produzido no mundo. Na maioria dos casos, se transformam em defeitinhos quase imperceptíveis, idiossincrasias pequenas – afinal de contas: o seu celular funciona, a TV funciona, muitas empresas funcionam, e tudo isso foi concebido a partir de uma ideia e realizado por alguém – entretanto, não seria possível que essa dissonância, quando analisada em larga escala, produzisse a maioria dos conflitos produtivos e conceituais que temos em nosso mundo?

Bem, esse é o meu pensamento fajuto de hoje.

Se você é um realizador, encontre uma utilidade pra isso e mãos à obra! Já se você for um daqueles que pensam, inspire-se nessa enorme besteira que eu escrevi pra desenvolver uma tese e ponha no seu blog, ou publique, ou queime, se quiser.

Abraço a todos.

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Narradores de Javé – Filme Comentado

Bem, como sabem, ou não, eu me considero uma pessoa das Letras – não por ser formada na matéria, o que sou, mas sim por gostar de tudo que envolva palavra, seja ela falada, escrita, desenhada e por aí vaí.

E foi justamente por esse gosto que o filme Narradores de Javé despertou minha curiosidade, apenas pelo título, antes mesmo de saber do que é que se tratava a história.

pôster do filme Narradores de Javé – Filme Comentado

O filme conta a história do Vale do Javé, que logo ficará submerso pelas águas de uma barragem. Os moradores não são avisados com antecedência, pois eles não têm o registro de posse das terras.

Inconformados com a situação, alguns moradores tentam descobrir um jeito de salvar a cidade, assim, um dos moradores descobre, conversando com os engenheiros responsáveis pela construção, que se a cidade tivesse algo que pudesse ser considerado patrimônio histórico, haveria uma chance de salvarem suas casas da inundação. Porém, esse patrimônio deveria ser também comprovado em um documento científico.

Nesse ponto já me chamou a atenção o fato de eles considerarem/classificarem como documento científico algo que fosse escrito, à tinta, no papel; contrapondo, de certa maneira, logo no início do filme, a importância da escrita versus oralidade na vida das pessoas daquele povoado.

narradores2 Narradores de Javé – Filme Comentado

O povo do Vale do Javé.

Depois de muita discussão, os moradores chegam à conclusão de que a única coisa de valor que existe na cidade é a sua história – a história da fundação da cidade, que inclui as suas próprias.

Aí, a questão é que na cidade ninguém sabe escrever… a não ser Antônio Biá, o antigo carteiro. Mas os moradores de Javé não confiam nele, pois, há algum tempo, ele usou o seu dom/poder da escrita para manter o seu emprego.

Eu explico: como um carteiro sobrevive numa cidade onde ninguém sabe escrever? Bem, ele mesmo escrevia as cartas, inventava histórias sobre os moradores e as ia mandando, para que o governo visse que aquele Correios era ativo e, assim, ele não perdesse o emprego. Quando descobriram as histórias cabeludas que o carteiro criava sobre os seus vizinhos, bem, eles ficaram muito bravos: o posto do Correios fechou, Biá perdeu o emprego, os amigos e caiu na bebedeira.

Mas, ainda assim, ele era o único que sabia escrever, então, muito a contragosto e com a desculpa de pagar sua dívida com a cidade pelas falcatruas que cometeu, a missão de reunir o maior número de informação possível para escrever a história do Vale do Javé fica a seu cargo.

narradores de javc3a9 Narradores de Javé – Filme Comentado

José Dumont como Antônio Biá.

O ex-carteiro começa então a percorrer a cidade à procura de depoimentos que o ajudem a compor a história da fundação do Vale do Javé, mas cada morador conta uma história diferente, e não só isso, mas também acrescentando sempre um personagem novo, normalmente um antepassado que teve importância fundamental nessa fundação, pois todos querem fazer parte dessa história, pois todos sabem que as suas histórias estão mesmo naquele Vale…

Daí em diante o que se vê no filme são algumas confusões envolvendo a escrita do documento científico, Biá se aproveitando do poder a ele investido pelo uso da palavra escrita etc., e no meio de tudo isso, há uma discussão implícita sobre a importância da escrita e, ao mesmo tempo, sobre o valor da cultura oral.

Enfim, não estou aqui para dar conclusões sobre o assunto, mas posso dizer que quem se interessa pelo poder da palavra, escrita ou falada, vai gostar bastante desse filme e, assim como eu, acho que não chegarão a uma conclusão definitiva sobre o assunto.

Ah, também não vou contar o final do filme, mas vou dizer que não é um final lá muito feliz…

Título: Narradores de Javé

Lançamento: 2003

Direção: Eliane Caffé

Atores: José Dumont, Nelson Xavier, Matheus Nachtergaele, Nelson Dantas, Gero Camilo, entre outros.

Duração: 100 min

Gênero: Drama

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Eleições 2014 – Drops

 

Esse Drops é mais uma conversa, um desabafo, sobre minha pesquisa de candidatos a Deputado Estadual e Deputado Federal.

Pois bem, assistindo a alguns pedaços da propaganda eleitoral gratuita, cheguei à conclusão de que se eu quero votar consciente, de verdade, teria que pesquisar mais.

O meu “problema” começou porque eu realmente não queria votar nulo ou em branco ou apenas na legenda de algum partido. Essa última opção até passou pela minha cabeça, porém, votando apenas num partido, por mais que eu compartilhe de suas ideologias, não significa que a pessoa que vai assumir o cargo (com a ajuda dos votos da legenda) seria uma pessoa em que eu votaria… enfim.

Pesquisa

Comecei pesquisando por candidatos que fossem da minha região ou cidade. Pra isso usei o Eleições 2014. Nesse site, foi só isso que consegui fazer: saber a qual partido o(a) candidato(a) é ligado(a), número na eleição, cidade onde nasceu, etc. Ou seja, só informações “cadastrais”.

Mesmo com essas poucas informações, anotei o nome de alguns e os pesquisei no Ficha Limpa, que retira suas informações do site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, por sua vez, tem informações mais completas sobre os candidatos.

Nessa segunda pesquisa risquei alguns nomes da minha lista. Então comecei a pesquisar pelos nomes que sobraram, e aí é que veio a minha decepção maior: pouquíssimos candidatos(as) divulgam suas propostas políticas.

Resultado

Tudo o que os(as) candidatos(as) divulgam são seus nomes e números da urna. . Um ou outro tem página no Facebook – e só com essas mesmas informações de nome e número – e um ou outro [2 dos 18 que sobraram da minha pesquisa] tinha uma página no site do partido onde esclareciam pelo menos os princípios que norteavam a sua atuação política.

                        Conclusão: estou nesse mato sem cachorro.

Não quero votar nos mesmos de sempre, porque não fizeram por merecer que eu repetisse meu voto neles. E os novos não se “mostram”: é quase como se eu tivesse que votar decidindo se “fui ou não com a cara” do(a) candidato(a).

E você, como pretende decidir seu voto?

P.S.: Ouça (ou leia) sobre a “polêmica” do voto nulo nessa edição do podcast Café Brasil.

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O mico

Golden Lion Tamarin Leontopithecus rosalia O mico

Quando se fala em mico, logo vem à mente o mico-leão-dourado, aquele bichinho simpático e belo das florestas brasileiras.

Mas o que eu quero falar aqui é no sentido pejorativo, ou seja: “pagar um mico”, um vexame, uma cena cômica, cafona ou coisa parecida.

Quem já não passou por isso pelo menos uma vez na vida? Certamente você que está lendo já passou! Nessas horas dá vontade de cavar um buraco no chão e enfiar-se nele! Mas ao invés de lamentações dessas ocorrências, vamos rir delas que é bem melhor.

Hino Nacional às avessas

Vanusa Hino Nacional O micoA cantora Vanusa que o diga, quando, em março de 2009, foi convidada a cantar o Hino Nacional na Assembleia Legislativa de São Paulo, nunca imaginou o mico que pagaria. Acabou cantando o Hino de “trás pra frente”. Ela alegou que foi um medicamento… Será?

Inspetor atrapalhado

No banco onde eu trabalhava tinha um inspetor que era conhecido por sua arrogância.

Certa vez ele foi designado para inspecionar uma agência no interior do estado de São Paulo. Chegou à agência bem cedo, segurou sua credencial na mão direita no estilo dos agentes do FBI e foi dizendo para o gerente da agência:

– Sou inspetor e vou fazer uma auditoria na agência, vamos começar conferindo o dinheiro no cofre.

Inspetor Bugiganga O mico

Imagem: http://likeanerd.pop.com.br/technobabbling-inspetor-bugiganga/.

O gerente acompanhou-o até o cofre e colocou todo o dinheiro que estava lá em cima da mesa.

Depois de mais de uma hora contando, o inspetor falou ao gerente:

– Me traga o A-536. [Planilha que registrava a entrada e saída de dinheiro da agência.]

O gerente, mostrando surpresa, perguntou:

– A-536? O que é isso?

O inspetor ficou uma fera:

– “O que é isso” digo eu! Você, um gerente do Banco Mercantil de São Paulo, não sabe o que é o A-536?

O gerente, meio atrapalhado, respondeu:

– Nunca fui gerente do Banco Mercantil, sou gerente do Banco Moreira Salles e já faz mais de cinco anos.

Só aí ambos entenderam que o atrapalhado inspetor tinha entrado na agência do banco errado.

Futebol ou balé

RTEmagicC futebol fada.jpg O mico

Fonte da imagem*

Mico mesmo pagou o Jairo, jogador do Figueirense, de Santa Catarina.

Ele foi eleito o pior jogador do “rachão” e teve que comparecer ao treino seguinte com um deslumbrante vestido cor-de-rosa.

Égua assanhada

Certa vez eu e meus irmãos fomos almoçar na casa da minha mãe. Conversa vai, conversa vem, toma uma cervejinha aqui e tantas outras ali, ficamos naquela “descompressão” de não-sei-o-que-fazer, até que alguém viu uma égua pastando tranquilamente em um terreno ao lado, comentando: “Será que é mansa?”

cavalos que mordem31 O mico

Fonte: http://ranchosaomiguel.com/wordpress/?p=1314

Eu, todo metido, fui conferir. A princípio ela foi dócil e deixou-se acariciar, mas foi só virar as costas e a danada deu-me uma tremenda mordida nas nádegas deixando meu precioso traseiro todo dolorido.

Tive de sentar de lado por um bom tempo, mas o pior foram as gozações que duram até hoje, fato que ficou conhecido como a “mordida da égua assanhada”.

Minhas mulheres

Antes de vocês pensarem besteiras eu já vou explicando que “minhas mulheres” são minha esposa, minhas duas filhas e minhas três netas.

Bem, elas são especialistas em pagar micos, alguns exemplos:

Dia desses, a minha neta Giulia, de oito anos, voltou da escola toda nervosa:

 O mico

Fonte: http://mulher.net/2012/10/09/como-introduzir-a-mesada-para-os-filhos/

– Vó, a tia da cantina foi grosseira comigo, eu falei com ela com toda a educação “Tia, a senhora poderia fazer o favor de trocar essa moeda de 50 centavos por outra de 1 real?” Ela respondeu “Você tá doida menina”.

Outro mico espetacular pagou minha esposa Angélica.

No dia 26.01.2010 eu tinha saído bem cedo e quando voltei encontrei-a tomando o café da manhã, nem a tinha cumprimentado pelo seu aniversário que acontecia naquele dia, quando a vi assustada e mais branca do que neve, até que ela falou:

– Pai – há muito tempo ela costuma me chamar de “pai” –, engoli a ponte!

Por um instante fiquei imaginando ela engolindo a Ponte Espraiada, aquela da região do Morumbi, até que ela explicou:

– Engoli a prótese dentária, aquela que o dentista acabou de fixar. E agora?

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Fonte: http://www.ndnucleodiagnostico.med.br/servico/raiox#ad-image-1

Resultado: ela foi a um pronto-socorro público ao lado da nossa casa, e a médica tirou uma radiografia e ficou apavorada, foi transportada de ambulância até outro hospital público, retornou de ambulância sem ser atendida e só foi resolver o problema no final do dia no hospital do convênio através de uma endoscopia.

No dia seguinte a caixa de entrada de seu e-mail estava lotada de gozações, e o mínimo que a chamaram foi de “engolidora de pontes”.

Mas hilariante mesmo foi o mico da Aline, minha filha. Na última quarta-feira ela foi convidada para um happy hour, do Citibank, onde trabalha. Ela estava toda empolgada e dizendo que era um local “chique”, com comidas e bebidas de vários países e por aí afora.

Para quem não sabe, happy hour é uma tradição americana que se espalhou pelo mundo e nada mais é que uma festa de fim de expediente para descontrair. A tradução é “hora feliz”, mas não foi nada feliz para a Aline.

Ela não queria dirigir com o sapato de salto alto, então botou uma Havaiana nos pés e foi embora, esquecendo os sapatos em casa.

Quando se deu conta, estava em plena festa, vestida com traje social e de Havaiana.

havaianas tradicional azul com swarovski O mico

Fonte: http://www.elo7.com.br/havaianas-tradicional-azul-com-swarovski/dp/2BFC4B

Teve que aguentar todo tipo de gozações e passar o tempo todo escondendo os pés. Era só um fotógrafo chegar por perto e ela já advertia:

– Só do joelho para cima.

Claro que teve quem não obedeceu, e o fato foi devidamente registrado para entrar nos anais daquela comunidade como “A cinderela de havaianas”.

Relatado por Darci Men.

*http://www.ibahia.com/detalhe/noticia/com-rendimento-ruim-jogador-e-punido-e-obrigado-a-treinar-fantasiado-de-fada/?cHash=4d3c969df3af46a8fb163ca5b230345f.

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pixel O mico