O Homem que Ri – 1928

 

Até hoje vi poucos filmes mudos, o que mais manjo de Expressionismo alemão é aquele clipe doido do Red Hot Chili Peppers:

E, mais recentemente, o filme australiano Babadook, que tem uma certa influência.

Dentre as grandes obras inspiradas nesse estilo cinematográfico, me interessei em O Homem que Ri, adaptação do livro do brilhante escitor francês Victor Hugo, é tido como inspiração para que se criasse um dos maiores vilões de TODOS os tempos, nada mais, nada menos, que o Joker… o Palhaço… o Coringa!

Coringa o homem que ri

Segue abaixo o filme!

Lembrando que em 2012 saiu uma versão “nolanzada” do livro que eu não vi nem verei:

Abraço!

Pai

Faz cerca de um mês que recebi uma ligação durante o horário de trabalho. Atendi meio alarmado, já que raramente alguém me liga durante a tarde. Era uma tia minha. Apreensiva, me comunicou que havia ocorrido um grave acidente com meu pai. Informei-me sobre sua localização, avisei-a da minha, arrumei minhas coisas e fui direto para o Hospital Mário Covas, em Santo André, cidade vizinha.

Ao chegar lá, encontrei alguns familiares e minha mãe, aí fiquei sabendo de mais detalhes.

Ele caiu de um andaime, quase 8 metros de altura (cerca de 3 andares).

Óculos quebrado

Fratura exposta na perna esquerda, alguns diziam na tíbia, outros no fêmur… E não sentia as pernas.

Estava fazendo exames e logo iria pra cirurgia. Mas, para alívio de todos, fora algumas escoriações, ele estava bem, lúcido, fez até piadas. Eu não quis vê-lo antes da operaração.

No dia seguinte, visitei-o. Conversamos, e parecia que ele estava muito bem! Tirando algumas ferragens na perna e o fato de ter que ficar deitado o tempo todo, senti muito alívio por ver que meu pai ainda estava ali, conversando, se alimentando, desperto e vivo. Bem vivo! Quando voltei do hospital fiquei feliz por não estar voltando de um cemitério.

A perna foi fraturada e operada em 3 locais, e uma vértebra foi danificada na queda.

Nesse período, ele passou mais 4 vezes pelo centro cirúrgico, se recuperando bem de cada longa cirurgia e dos efeitos abaladores da anestesia geral.


Mesmo com algumas pequenas complicações, correu tudo bem. Alguns períodos emocionalmente mais difíceis, como o Natal, o Ano Novo, os aniversários do meu irmão, do meu pai e da minha mãe, com ele ausente pela primeira vez na vida, foram superados com calma…


Ontem o vi, está quase sentado, os braços continuam fortes, as pernas precisam de cuidado e muita fisioterapia, estão livres das ferragens externas que ajudaram na cura, mas que atrapalhavam sua mobilidade.


Agora é hora da recuperação, serão meses de batalha, mas ele aguenta, é forte, resistente, tem um corpo que se cura rápido e bem, e agora está cheio de metal nos ossos, assim como alguns personagens de quadrinhos.


Em breve, ele retorna pra casa, local em que ele faz muita falta, mas é bom saber que voltará! Uma nova etapa começa. E estamos todos preparados.


Agradeço a todos que se preocuparam, os que se manifestaram e os que preferiram ficar observando o caso com mais discrição.

Abraço a todos!

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A hora e a vez de Augusto Matraga – Conto e filme

Ou, filme e conto.

Faz muito tempo que A hora e a vez de Augusto Matraga está na minha lista de “Coisas pra ler”.

Um dos motivos é porque gosto muito desse título. Ele me fez ficar curiosa desde a primeira vez em que li – numa lista dos contos contidos no Sagarana.

Bom, lendo sobre os contos do Guimarães Rosa, descubro que há um filme baseado nesse conto:

Então, depois de ter visto o filme, fui atrás de ler logo o conto! rs

Eu sei que o ideal, pelo menos pra mim, teria sido ler o conto antes de ver o filme. Mas aí é que tá: o filme é bom, e foi ele que me deu o empurrão pra finalmente tirar esse conto da “fila”. É claro que o filme não é exatamente igual ao conto, por ser uma adaptação é normal que haja algumas mudanças, mas nada significativo a ponto de mudar a essência ou pontos importantes da história.

Por isso, recomendo os dois! Leiam! E assistam também! ;)

leonardo-villar2-fg-20100816

P.S.: O ator que faz o que papel de Augusto Matraga é o Leonardo Villar, esse simpático senhor aí da foto acima. Confesso que fiquei impressionada com a atuação dele, já que só o tinha visto fazendo papéis meio genéricos de vovôs bonzinhos em novelas da Globo. E fiquei mais impressionada ainda quando me liguei que ele também tem uma atuação excepcional no papel de Zé do Burro no filme – também excelente – O Pagador de Promessas.

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O Caçador de Palavras

Aproveitando o Dia do Leitor – que é hoje, 7/1 – vou falar um pouquinho sobre um dos meus livros favoritos da vida!

O livro é O Caçador de Palavras do Walcyr Carrasco. [Sim, é ele mesmo, o cara que (também) escreve novelas]

Eu ganhei esse “livrinho” – que cabe na mão – quando comprei um minidicionário pra eu usar na escola. Eu tinha, mais ou menos, 8 anos de idade e estava na segunda série.

O Caçador de Palavras

Não que meus pais tenham “escolhido” me dar o livro de presente ou que eu o tenha pedido. Na verdade, ele vinha como brinde na compra do Minidicionário Luft, mas, nessa história de colocar os cadernos e livros que não íamos usar mais naquela grade que fica embaixo da carteira, um dia eu acabei esquecendo o dicionário na escola e nunca mais o achei :'(

4ª capa do livro

4ª capa do livro

Aliás, foi assim também que eu perdi O Pequeno Príncipe e o Fernão Capelo Gaivota, que eram do meu pai. Fiquei com medo dele não deixar mais eu pegar os livros da estante pra ler e, depois dessa terceira vez, finalmente parei de colocar os livros embaixo da carteira rs

Mas continuei lendo! :D

Como dá pra perceber – e segundo relatos da minha mãe :p –, eu sou uma leitora voraz desde que aprendi a ler! Eu lia muito e de tudo. Eu era (sou) apaixonada por palavras e quando comecei a ler O Caçador de Palavras me identifiquei na hora, já que o personagem principal, o Júlio, também se apaixona pelas palavras.

Esse é o prefácio do livro e, como vcs podem ver pelas marcas do tempo, o livro já tem uma certa idade... rs Ah, os grifos são meus, mas de uma leitura que fiz depois de adulta – eu sempre releio esse livro!

Esse é o prefácio do livro e, como vocês podem ver pelas marcas do tempo, o livro já tem uma certa idade rs Ah, os grifos são meus, mas de uma leitura que fiz depois de adulta – eu sempre releio esse livro!

No caso do Júlio, ele tem sua paixão despertada depois de passar uma noite inteira preso num cinema, lendo um dicionário – que estava sendo usado como calço e se tornou sua única distração na espera de que o cinema abrisse pela manhã para que ele pudesse sair…

[E, sim, depois de ler isso, eu comecei a ler o dicionário que tinha comprado, mas não passei da letra A…]

Sua paixão é tanta que ele decide fazer com que uma palavra – Ife, que significa “amor” – passe a ser usada pelas pessoas, e é por causa de uma palavra que ele vive situações e conhece pessoas incríveis e diferentes, assim, enquanto Júlio vive por causa de uma palavra, nós, leitores, vivemos pelas palavras as suas aventuras!

Um sonho de amor pelas palavras ;)

Um sonho de amor pelas palavras ;)

E aos leitores, boas leituras!

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Kevin Johansen – La chanson de prévert

Primeiro, ouçam:

Descobri esse cara por acaso, lendo um post do Lady Comics sobre a Eleanor Davis.

Bom, se você foi curioso e leu o post, provavelmente não viu menção nenhuma a esse tal de Kevin Johansen. Mas se você leu o post, viu também que lá no meio a Mariamma Fonseca, autora do texto, cita dois outros posts em que ela fala sobre suas desenhistas preferidas, a Lisk Feng e a Tateé.

Como eu gostei MUITO das ilustrações da Eleanor Davis, fui clicando nos links pra ver se ia gostar das outras autoras também. E é claro que eu gostei!

Bom, no post sobre a Tateé, logo no comecinho, pede-se que o leitor coloque pra tocar essa música, La chanson de prévert, na versão do Kevin Johansen [essa música é famosa na voz de seu compositor, Serge Gainsbourg].

E eu não sei se foi a música em si, essa versão, as ilustrações, o post ou se foi tudo isso junto, mas eu achei essa música/versão linda! E fui clicando nas sugestões do YouTube mesmo, ali do lado direito… Resumindo, passei o dia inteiro ouvindo as músicas do cara e curtindo cada vez mais :)

Ainda estou descobrindo esse artista, mas já tem uma música que virou uma das minhas preferidas:

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